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Fernandópolis, SP
Notícias / Saúde  
 
17/02/2012
Mais de um milhão de pessoas são portadores da Aids no Brasil
Saúde em Pauta -


O Carnaval é sinônimo de alegria, especialmente no Brasil, conhecido por sua hospitalidade e que apresenta um amplo leque de opções turísticas nesta data. Em todo o País, o objetivo dos foliões é basicamente o mesmo: diversão. Porém, a animação dá lugar ao exagero e, em alguns casos, essas pessoas tendem a negligenciar a saúde, ignorar os alertas médicos e cometer erros que podem prejudicá-las para o resto da vida. Tais comportamentos são reflexos do consumo exagerado de bebidas alcoólicas e drogas, o que pode induzir ao ato sexual sem proteção e, consequentemente, elevar os riscos da gravidez indesejada, das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s) e de tornar-se um portador do vírus HIV, responsável pelo desenvolvimento da Aids.

Anualmente, o Ministério da Saúde intensifica a Campanha de Carnaval, na qual reforça os perigos da doença e estimula sua prevenção com o uso da camisinha. Contudo, mesmo com estes alertas, pode-se afirmar que, embora menor quando comparada há 10 anos, a epidemia de Aids ainda é crescente no Brasil e atinge, prioritariamente, a classe gay. Entretanto, têm crescido também o número de vítimas com mais de 65 anos, mulheres e jovens abaixo dos 20 anos de idade, segundo o médico infectologista do Hospital Albert Einstein, Dr. Artur Timerman.

Atualmente, calcula-se que mais de um milhão de pessoas sejam portadoras do vírus HIV no País e, em meio a estes números, apenas 650 mil foram notificadas clinicamente.  Dentre esta estatística, de 10 a 15% dos diagnósticos são deferidos aos jovens homossexuais. Outro fator que tem preocupado os especialistas é a incidência da Aids na terceira idade. “Além dos adolescentes, a Aids em idosos tem crescido a cada ano em razão da longevidade e a retomada da vida sexual. A maioria não é bem informada quanto os riscos da doença e desconhecem a importância da prevenção. Assim, praticam sexo desprotegido e contraem o vírus”, revela o especialista.

Embora não existam dados que comprovem cientificamente uma maior incidência da doença no Carnaval, o especialista afirma que é real essa inferência, justamente pelo fato de que, neste período, os indivíduos bebem, se drogam e praticam sexo sem proteção em decorrência do seu comportamento desenfreado. Mesmo com a realização de campanhas educativas com o objetivo de salientar os riscos da enfermidade, o infectologista acredita que não é a melhor solução para o problema “As campanhas são importantes à medida que reforçam os perigos. Porém, o acesso à educação e conscientização deveria ser feito desde sempre. Só a campanha no Carnaval não irá conter ou impedir a disseminação da doença”, lamenta o Dr. Artur Timerman.

Avanço da medicina

O tratamento disponível para os casos de Aids quebra barreiras e permite que o paciente viva com uma melhor qualidade de vida, desde que o diagnóstico seja feito precocemente. “A maneira mais potente para tratar a doença teve início em 1996 e, dentre a classe médica, foi um dos maiores feitos do século 20”, afirma o especialista. Por outro lado, alguns portadores não encaram com rigorosidade o acompanhamento profissional e deixam de tomar a medicação alguns meses após dar o início ao tratamento, atitude errônea segundo o infectologista. “O tratamento deve ser seguido à risca para toda a vida. Não adianta começar e parar, uma vez que os sintomas podem surgir mais intensos e afetar o sistema imunológico”, diz.

Transmissão

Além da prática sexual sem proteção, o indivíduo pode contrair o vírus por meio do compartilhamento de agulhas e seringas, especialmente para injetar drogas e nos casos de gestantes soropositivas que podem transmitir o vírus para o bebê. Entretanto, neste último caso, o especialista dá uma boa notícia. “Atualmente, se a grávida faz uso de um acompanhamento profissional e toma os remédios regularmente, o bebê apresenta apenas 2% de chance de nascer infectado. Do contrário, a estimativa aumenta para 40%. Toda gestante deve fazer o teste de HIV, no Brasil é lei”, salienta.

Primeiros sintomas e fases da doença

Muitos não sabem, mas os primeiros sintomas da doença em cerca de 20% dos casos ocorrem de duas a três semanas depois da penetração do vírus no organismo. A partir daí, o soropositivo pode desenvolver uma doença chamada de Síndrome da Soroconversão Aguda e apresentará sintomas como febre, mal estar e a formação de gânglios. Geralmente, essa enfermidade desaparece e o infectado não desenvolverá nenhum sintoma relacionado à Aids durante, no mínimo, cinco anos e o especialista informa que esta fase é a ideal para realizar o diagnóstico precoce. “A perspectiva de controle é muito maior”, aconselha o Dr. Artur Timerman.

Passados estes anos, o sistema imunológico do paciente começa a dar sinais da patologia por meio do surgimento de doenças oportunistas, chamadas assim porque se aproveitam de uma deficiência imunológica. Em seguida, outros indícios surgem como o aumento do quadro de diarréia, rápido emagrecimento (um soropositivo chega a perder de 10% a 20% do seu peso em apenas seis meses), alterações na boca como o popular “sapinho” e muitas aftas. Esse quadro pode perdurar por alguns meses e com a consequente baixa imunidade do organismo, nascem então outras infecções oportunistas como a meningite, alguns tipos de câncer, especialmente o de pele, e a tuberculose que é considerada a mais frequente entre os pacientes brasileiros.

Diagnóstico e Tratamento

“O exame que faz o diagnóstico é o de anticorpos contra o vírus que só aparece no exame de 50 a 60 dias após a infecção. Antes deste período, ele não vai detectar sua presença”, informa o infectologista. Uma vez realizados os testes, outra bateria de exames é solicitada para verificar o estágio da doença para dar início ao tratamento recomendado.

O sucesso do tratamento depende única e exclusivamente da conduta que o paciente terá mediante o comprometimento ao tomar os medicamentos. É essencial que o médico o oriente e informe que o acompanhamento deve ser feito para toda a vida. O chamado “coquetel” é o método escolhido para os soroposivitos e consiste na junção de três ou mais drogas combinadas que atuam em diferentes regiões do corpo. “Atualmente, existem 34 remédios antihiv e é importante ressaltar que o tratamento é individualizado e o seu médico vai indicar o melhor remédio para sua condição (fornecido gratuitamente pelo SUS), visto que um paciente com diabetes, por exemplo, não fará uso do mesmo medicamento de um hipertenso. São casos e escolhas diferentes”, adverte o especialista.

Portanto, não podemos nos descuidar quando o assunto é Aids. Ao menor sinal dos sintomas, procure um especialista e mesmo que você não desconfie que seja um portador, mas tem uma vida sexual ativa, faça o exame de HIV. Portanto, divirta-se no Carnaval, mas não abuse do álcool e use camisinha.
 
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